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Este blog é uma danação e possui a intenção de abalar irreversivelmente o seu sistema nervoso. Usando de técnicas psicológicas de violência estética e poesia, seu efeito estimulante danifica os neurotransmissores sociais e possui o mesmo impacto de uma anfetamina no metabolismo químico-cerebral de um homicida do ego. Com substâncias contrárias as utilizadas nos anestésicos de lobotomia, no Benzoato De Sódio e demais conservantes sociais, a dependência gerada a partir de sua ingestão constante, trará fortes alterações psíquicas e de comportamento. Seu aspecto diário e homeopático de insanidade, regula as euforias banais do cotidiano repressivo e a depressão consumista da pós-modernidade líquida (não podendo então ser digerido apenas como arte). Portanto, seus efeitos colaterais são de um estado neural póstumo, como seu autor e as pessoas que pensam - que ainda não estão mortas, não sendo recomendado para menores de idade, dependentes físicos e emocionais e vendedores de placebo. Não me responsabilizo pelos danos mentais, estado de “anarcocatatonia” e ejaculações multi-orgâsmicas provocadas após as exageradas overdoses poéticas.

Tudo que é sólido se desmancha no ar

A vida...
É como um prédio que desaba.
Você constrói  castelos de areia
Você cria bonecos de barro....
E num instante o tempo derruba.

Fluidos noturnos

Do alto de um arranha céu
É possível gozar tranquilo
E confundir os pedestres
Que hoje é noite de chuva

Flores, aqui jaz

Minha cabeça é um jardim adubado por angústias.
Levou trabalho e tempo para os cabelos brancos
Florescerem livres como petunias

Só quando o horto das ideias estiver completo
É que eu, jardineiro fiel e contente,
Descançarei no campo dos sonhos

Como flor e semente,
Sozinho e em paz...


Poema: Patrick Monteiro

Esquizofrenia

Minha carcaça pesa
Pouco importa o peso sobre as pernas
São as ideias que não consigo carregar

Poema de Marx para Zygmunt Bauman

Quando o pulso do velho flácido,
Cortar o fio da fria lâmina de aço
Condensará a superfície do Nilo
Sob os pés chatos de Heráclito

O amor carrasco de um orgasmo prolongado

Sinto a dor
De ter entre as pernas, o nada

(Da mesma terra,Da mesma espera,Da mesma estrada.Caso eu só queira um orgasmo... Rápido!Não seria por acaso, cair nua em outros braços. Caso eu queira uma conversa pouca, não será por acaso, ter outras línguas em minha boca. Mas caso eu queira só perdoar teus erros, me pergunte se poderia também cometê-los? E na resposta “não”)

Minha mentira será a sua...
Castração.

A vida continua...

Em seu corpo,
A vida prolifera

Cheia de vermes,
Vírus e bactérias...

A natureza não precisa de esperma