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PENTELHOS
se PRENDEM
na boca
DOS PELEGOS:
CHUPA ESTA MANGA!
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TROPICALISMO POLÍTICO
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Saneamento Básico
Por que cargas d’água
A descarga da privada
Dos ricos
Deságua nos rios
Que desembocam em nossa casa?
Será que a merda deles
Purifica nossa água?
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A vida continua...
Em seu corpo,
A vida prolifera
Cheia de vermes,
Vírus e bactérias...
A natureza não precisa de esperma
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Racisma
Brancos ricos são burgueses brancos
Brancos pobres são mulatos pretos
Pardos pretos pensam que são brancos
Pretos pobres serão sempre negros
Negros ricos quase ficam brancos
Com pele clara e cabelos lisos
Racistas brancos ficam bem mais ricos
Eis as cores que ninguém quer ver
Patrick Monteiro e Ana Clara Marques
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Castração
Pelo cheiro do gozo e bom gosto do tato
Pela doce saliva na hora do orgasmo
Pelo semem do pênis na boca dos machos
O machismo deve ser castrado
Pelo fim das Igrejas e seus cadeados
Para que todos os bispos sejam excomungados
Com um beijo azedo, nu-peito-amargo
O machismo deve ser castrado
Sem que deixe nos olhos um gosto salgado
Em nome do pai, do filho e do proprietário
Pelo cavalheirismo dos que nos enganaram
O machismo deve ser castrado
Se de tão indecentes são tão "delicados"
O machismo deve ser castrado
Pela vontade dos homens em realizá-lo
O machismo deve ser castrado
Pelos himens que os homens já estupraram
Pela porra expelida de dentro do falo
Pelo íntimo e interno-afeto do escarro
O machismo deve ser castrado
Por um gemido intenso e inenarrável
Se os cinco sentidos se completam de fato
Sem a vergonha do cio que nasce do ofato
Descobrindo a nudez nas coisas do tato
Esquecidas de canto no canto dos quartos
O machismo deve ser castrado
Pelo amor dos amantes e amores roubados
Pra que seja visível, o invisível diálogo
Por todos, os clítoris que foram cortados
Pelas dores do parto, a mais lamentável
O machismo deve ser castrado
Pra acabar com as leis e o contrato do Estado
Para que não existam mais fortes e fracos
E pelo fim do silêncio em cárcere privado
O machismo deve ser castrado
Pra que toda mulher desperte ao afago
Ao romper as fronteiras do inviolável
No bico do seio, do ventre ao braço
O machismo deve ser castrado
Para que o sexo, em fim, torne-se incontrolável
O machismo deve ser castrado
Pra que toda impotência vá pro caralho
Por este prazer tão miserável
Por todos os dias, não só 8 de março
E antes que ocorra o inevitável...
Patrick Monteiro
Pela doce saliva na hora do orgasmo
Pelo semem do pênis na boca dos machos
O machismo deve ser castrado
Pelo fim das Igrejas e seus cadeados
Para que todos os bispos sejam excomungados
Com um beijo azedo, nu-peito-amargo
O machismo deve ser castrado
Sem que deixe nos olhos um gosto salgado
Em nome do pai, do filho e do proprietário
Pelo cavalheirismo dos que nos enganaram
O machismo deve ser castrado
Se de tão indecentes são tão "delicados"
O machismo deve ser castrado
Pela vontade dos homens em realizá-lo
O machismo deve ser castrado
Pelos himens que os homens já estupraram
Pela porra expelida de dentro do falo
Pelo íntimo e interno-afeto do escarro
O machismo deve ser castrado
Por um gemido intenso e inenarrável
Se os cinco sentidos se completam de fato
Sem a vergonha do cio que nasce do ofato
Descobrindo a nudez nas coisas do tato
Esquecidas de canto no canto dos quartos
O machismo deve ser castrado
Pelo amor dos amantes e amores roubados
Pra que seja visível, o invisível diálogo
Por todos, os clítoris que foram cortados
Pelas dores do parto, a mais lamentável
O machismo deve ser castrado
Pra acabar com as leis e o contrato do Estado
Para que não existam mais fortes e fracos
E pelo fim do silêncio em cárcere privado
O machismo deve ser castrado
Pra que toda mulher desperte ao afago
Ao romper as fronteiras do inviolável
No bico do seio, do ventre ao braço
O machismo deve ser castrado
Para que o sexo, em fim, torne-se incontrolável
O machismo deve ser castrado
Pra que toda impotência vá pro caralho
Por este prazer tão miserável
Por todos os dias, não só 8 de março
E antes que ocorra o inevitável...
Patrick Monteiro
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Tornar sobre si
Junto ao leito,
Carrega consigo,
Como companheiro,
Um criado-mudo
Patrick Monteiro
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Negro cabelo Branco
A cor do açoite
As mãos do engenho
Aos poucos foram me alisando...
Seria banzo do ferro
Ou tintura do tempo,
Este fio de cabelo branco?
Patrick Monteiro
As mãos do engenho
Aos poucos foram me alisando...
Seria banzo do ferro
Ou tintura do tempo,
Este fio de cabelo branco?
Patrick Monteiro
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Guerra e Paz
Quero o conflito
Que nasce como uma força bruta
Um instinto carnal filho da puta
Como a raiva do ventre
Ou a dor nervosa de uma úlcera
Um impulso que arde no peito
Já que tudo na vida parece ter seu preço
Eu pago pela ira insolente
Que só quem ama sabe e sente
E para isso,
Tenho muitos motivos desumanos
Se metade de mim
Foi saudade do meigo,
Do cheiro de gente trepando no mato
Ou mesmo do orvalho nos espinhos da rosa
Nos frutos molhados e nas flores frondosas...
Outra parte é puro confronto
De árvore frutífera em dia de aborto
É o pelourinho, em seus velhos galhos
Onde os negros afoitos
Se encontram amarrados
Por inteiro
Eu quero a crise de toda batalha
Das mulheres que se libertaram das surras
E navalhas...
Por completo,
Quero o caos e os cortes
Por cacos de vidro barato,
Eis que quero o desequilíbrio
Com a consciência pedagógica dos oprimidos
Por dentro, quero...
O perfume bêbado dos mendigos
O sangue que pulsa nos suicídios
Em oposição a instituição dos genocídios
Eu quero a visão defeituosa
De um Paulo Freire
E o afeto sincero de um casamento gay
Que superaram os conceitos ultrapassados de família
Eu quero a morte da morte
Em nome da vida
Que de tão frágil – mente – tímida
Diante do espelho...
Burra, pensa que a paz
Só, se conquista (com dinheiro)
Patrick Monteiro
Que nasce como uma força bruta
Um instinto carnal filho da puta
Como a raiva do ventre
Ou a dor nervosa de uma úlcera
Um impulso que arde no peito
Já que tudo na vida parece ter seu preço
Eu pago pela ira insolente
Que só quem ama sabe e sente
E para isso,
Tenho muitos motivos desumanos
Se metade de mim
Foi saudade do meigo,
Do cheiro de gente trepando no mato
Ou mesmo do orvalho nos espinhos da rosa
Nos frutos molhados e nas flores frondosas...
Outra parte é puro confronto
De árvore frutífera em dia de aborto
É o pelourinho, em seus velhos galhos
Onde os negros afoitos
Se encontram amarrados
Por inteiro
Eu quero a crise de toda batalha
Das mulheres que se libertaram das surras
E navalhas...
Por completo,
Quero o caos e os cortes
Por cacos de vidro barato,
Eis que quero o desequilíbrio
Com a consciência pedagógica dos oprimidos
Por dentro, quero...
O perfume bêbado dos mendigos
O sangue que pulsa nos suicídios
Em oposição a instituição dos genocídios
Eu quero a visão defeituosa
De um Paulo Freire
E o afeto sincero de um casamento gay
Que superaram os conceitos ultrapassados de família
Eu quero a morte da morte
Em nome da vida
Que de tão frágil – mente – tímida
Diante do espelho...
Burra, pensa que a paz
Só, se conquista (com dinheiro)
Patrick Monteiro
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Patologia Social
Retornará a tua verme entranha
Como o fruto de minha indigência.
Eis o trigo que se transforma em pão
E alimenta o monstro de nossa existência.
Devora-me com o olhar fraterno
De vossa indiferença
E satisfaça o orgulho de teu ego
Com vilania da tal benevolência.
Da pena,
O amargo gosto na garganta,
Fez-se o mel que minha vida consome
No instante que me doaste as migalhas
A fim de matar-me a fome...
Reflete em tuas retinas,
O prato vazio de meu pranto.
Delicia-te com o estado faminto
E decadência de meu espanto
Sinta o prazer desta satisfação
Na ânsia de meu espírito
Pois reconheça que sem a minha presença
Tua cara causar-me-ia vômito.
Aviso-lhe:
Pulsa em meu corpo degradado
Um ódio sobre a carência,
Digerindo e defecando esta obra, na merda de seu sistema.
Da bosta que é produto de tua oferenda,
Farei semente a brotar na vasta relva
Celebrarei no âmago do seu sepulcro
Como bactérias digerido úteros
É o ódio emana como um estupro.
Mas pelo amor de Deus-pai, todo poderoso
Dai o gosto de merecer outra esmola
E poder olhar-te no rosto, pois de ti,
Nada além do desprezo, eu espero
As saborosas sobras, vindas dos restos teu reto.
Marcadores: anarco-vândalas, atéias
Dionísio mata Apolo
A arte não pode ser bela...
ou esculpir estúpidas seduções estéticas.
A arte deve ser capaz de matar...
De baixo d' água,
Sufocar o observador
Deve despir-se de grife,
Amputar os braços de Afrodite,
Rasgar os ternos de guache,
Revestir as telas de graffiti...
Deve quebrar as esculturas de mármore e
E pichar as pinturas de Da Vince.
A arte deve cuspir do topo do edifício
E, ao acertar, rachar sem erro, o crânio de alguém.
A arte não deve ser bela, deve ser
....capaz de matar... Narciso de inveja.
Patrick Monteiro
ou esculpir estúpidas seduções estéticas.
A arte deve ser capaz de matar...
De baixo d' água,
Sufocar o observador
Deve despir-se de grife,
Amputar os braços de Afrodite,
Rasgar os ternos de guache,
Revestir as telas de graffiti...
Deve quebrar as esculturas de mármore e
E pichar as pinturas de Da Vince.
A arte deve cuspir do topo do edifício
E, ao acertar, rachar sem erro, o crânio de alguém.
A arte não deve ser bela, deve ser
....capaz de matar... Narciso de inveja.
Patrick Monteiro
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