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Este blog é uma danação e possui a intenção de abalar irreversivelmente o seu sistema nervoso. Usando de técnicas psicológicas de violência estética e poesia, seu efeito estimulante danifica os neurotransmissores sociais e possui o mesmo impacto de uma anfetamina no metabolismo químico-cerebral de um homicida do ego. Com substâncias contrárias as utilizadas nos anestésicos de lobotomia, no Benzoato De Sódio e demais conservantes sociais, a dependência gerada a partir de sua ingestão constante, trará fortes alterações psíquicas e de comportamento. Seu aspecto diário e homeopático de insanidade, regula as euforias banais do cotidiano repressivo e a depressão consumista da pós-modernidade líquida (não podendo então ser digerido apenas como arte). Portanto, seus efeitos colaterais são de um estado neural póstumo, como seu autor e as pessoas que pensam - que ainda não estão mortas, não sendo recomendado para menores de idade, dependentes físicos e emocionais e vendedores de placebo. Não me responsabilizo pelos danos mentais, estado de “anarcocatatonia” e ejaculações multi-orgâsmicas provocadas após as exageradas overdoses poéticas.
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Poema Romântico

-Para que se foda com amor:

É necessário ter o queixo
Entre as coxas
Para que os grandes lábios
Possam falar a mesma língua da boca.

-Para que se foda com amor:

É necessária uma mistura
De nuca...
Pernas pelos dedos, pele e pescoço
Para que o orgasmo da alma
Possa encontrar o afago do corpo.

-Para que se foda com amor:

É necessário muito sexo
Vagina, peito, bunda, pau e reto

-Para que se foda com amor
É necessário ter afeto!

EGO E EROS



Veio no cio de sonho e fome
Veio febril de sede e sono
Veio de encontro ao nosso ego
O amor veio simples e sincero

Chegou então pouco lapidado,
Posto que foi imediato,
Como um diamante bruto
Que na vidraça fez estrago
Veio como sangue na artéria
Estourando num orgasmo

Veio e chegou violento
Em volto ao medo
Como quem desperta do pesadelo
Como quem desconhece o conforto
De se fundir a um outro corpo

Veio cansado, pelos anos insones,
Veio carente, como quem a muito não come
Desidratado,
Com sede de  afeto, sexo e afago

Veio cheio de desejo
E se recolheu sobre meu peito,
Simples e sincero como Eros prometeu.



-para Ana

Fluidos noturnos

Do alto de um arranha céu
É possível gozar tranquilo
E confundir os pedestres
Que hoje é noite de chuva

O amor carrasco de um orgasmo prolongado

Sinto a dor
De ter entre as pernas, o nada

(Da mesma terra,Da mesma espera,Da mesma estrada.Caso eu só queira um orgasmo... Rápido!Não seria por acaso, cair nua em outros braços. Caso eu queira uma conversa pouca, não será por acaso, ter outras línguas em minha boca. Mas caso eu queira só perdoar teus erros, me pergunte se poderia também cometê-los? E na resposta “não”)

Minha mentira será a sua...
Castração.

Testículos de eunuco

Sou uma arma...

Apontada para o útero da existência
Mas como municiá-la?

Sem esperma
A humanidade não dispara?

As Maçãs

Suas vulvas não são caixinhas de música,
E as peças não se encaixam como brinquedos,
Qualquer homem que se dedicou a conhecer o cativeiro,

Não encontrou problemas em desvendar seus segredos,
Pois então, não há mistérios a serem descobertos,
Fomos nós que as prendemos em nossos castelos

Amor de Família

Papai contava-lhe histórias
Lhe dava beijos de boa noite
E toda noite, os cavalos caiam do cavalo
Deus permanecia com os dedos fechados
Perdendo o prumo da história,
Na contra-mão de um grito:
- O universo não pode parar...

Na janela cheia de brocados 
Vemos um singelo pé-de-meia
A espera de uma ilusão que não vale quanto pesa...
Quem era ela que olhava de mãos juntas
Para um crucifixo desbotado?
Assim disse Alice Caroll para mamãe:

“  - Sonhos feios assustam quando removem-se as cortinas na madrugada.
A senhora não teve medo do escuro? "

- O universo não pode parar...

Mais uma noite e luz atinge o metal num beijo
O suor se misturava a lágrima engolida
O corpo gordo, já satisfeito, veste as calças
Ela sentiu os pelos da barba no rosto
Antes da sua saída, "um novo pagamento..."

- O universo não pode parar...

No país das maravilhas de Balthus,
Nas páginas dos livros encantados,
Nos jornais do cruel cotidiano
Um beijo é um detalhe que não deseja ser só...
(Uma mera ilusão).

E o unirverso não pode parar!


Novamente amanhece,
Seus olhos cegos da ruas,  estão cegos de sonhos
E seus sentidos não sentem mais nada,
Calmo no sofá, o papai assiste t.v. e revê
Os retratos de família em branco e preto
Enquanto se masturba
Eis o fim do conto de fadas...

- O universo não pode parar...

Ela era apenas uma criança assustada
Mas para papai ,ela era...
Uma prostitutazinha de beira de estrada.

Pois nos velhos quartos de velhos bordéis,
Desde a primeira noite, as estrelas foram sepultadas!
E é hora da menininha virar mulher, para ganhar um beijo de despedida

Em certas ocasiões,
Não adianta rezar...
Pois um beijo não é só uma mera ilusão
E o universo não pode parar!

Patrick Monteiro

Beba das Palavras

Com as roupas sujas de lama
No silêncio podre do bairro
Seus olhos cansados dos sonhos
Escreviam por versos embriagados

Só permitia penetrar-lhe o líquido
Que descia-lhe a garganta, pelo gargalo
Por deixar escapar por entre os dedos
Tudo que lhe fora insuportável

Abraçava com força a garrafa,
Censurava facilmente os lábios
Suave, somente o papel e a caneta
Que lhe substituía a ressaca do falo

Se houvesse recanto de sede,
Que pudesse, em lágrimas, derramá-lo
O tempo não lhe diria, em prantos de mágua:
Beba das palavras (seu bebado do caralho)!

Patrick Monteiro

Sub-versos

A carne de sua vulva põe minha "rosca" enrijecida
De boca em outra pica, se não fosse tão cumprida
Excita minha pelve, sentir a bunda gorda
Por entre celulites, esporra um pouco mais de porra

Parece toda escrota e chula, prática da chuca
Esdrúxula é a culpa, posto quem não se masturba?
Penetre o dedão no mel, anel “cagarinário”
São tantas sensações que esqueço até deste caralho


Descubra o prazer que tem na ponta da sua língua
Se não tiver prazer na “ceta”, solte o cú e sinta
Sexo não é sujo, mesmo feito na pocilga

E é o que nos resta, nesta merda desta vida
Se for a forma culta, não seria, pois bonita
Quem derá ser perfeita e assim será hermafrodita.

Patrick Monteiro

Diluindo-se

O amor...
É uma constante metamorfose
É a fênix negra devorando a serpente da morte
É um processo de auto-destruição corrosiva
Uma antropofagia de combustão subversiva
É a psicodelia fosfórea inata
Da inexistência sensorial civilizada.
O amor é branco e preto
Em seu multicolorido encontro com o desconhecido
É egoísmo da libido
Em sua existência de êxtase e angústia.
E o amor sempre acaba (em sexo)
Pois toda fidelidade tem sua amante sensível...
Ao toque suave na pele rude E a invasão do gozo no ouvido
O amor exige a morte, em sua nova forma
Última, deprimente semem que explode
Pois “sem o corpo a alma não goza”.

Nos lábios, o amor são outras 4 letras
Que rimam com cú e buceta.

O amor morreu em nome do orgasmo
Por mais profundo que seja
O amor é superficial pra caralho!


Patrick Monteiro

DeClaraAção de Amor

Sou a forma mais brutal da cobiça
Na fragilidade intensa da rigidez desmedida
Da obscenidade imensa posta à prova
Sou a sensibilidade cruel da volúpia exposta
No amor explícito da carne erótica

Sem culpa, sou a delicadeza da tara oculta
Devassa, tamanha a obscena candura
Da carícia íntima, a mais tímida puta
Na força descomunal, sou a afável afã da fadiga

Por entre pernas a mostra,
Me escondo vadia, sou a Virgem Maria
Que aos porcos e crentes excita
Despida de eufemismos,
Eis que então me chamem:
 
Vida!


Patrick Monteiro