Meu corpo...
Não é seu corpo.
Meu corpo...
Não é dos céus
E nem é Deus.
Meu corpo é meu.
Meu corpo...
Sou eu...
Meu corpo é meu
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Negra Dor
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Tudo que é sólido se desmancha no ar
É como um prédio que desaba.
Você constrói castelos de areia
Você cria bonecos de barro....
E num instante o tempo derruba.
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Flores, aqui jaz
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Poema de Marx para Zygmunt Bauman
Cortar o fio da fria lâmina de aço
Condensará a superfície do Nilo
Sob os pés chatos de Heráclito
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A Guerra Infinita
Existem mais monstros...
- Que herois!
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O inescrupuloso mundo em vermelho - Cap.I
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Sonho Burguês
Cada tostão,
uma vida. Cada vida...
uma ilusão. Cada ilusão...
uma rotina. Cada rotina...
um encontro:
Uma mariposa pousou em meu ombro
-Quase cai na armadilha!
Para cada rotina, um sálario
Para cada sálario, o mínimo
O máximo de cada trabalho
O ócio de cada burguês
Capitalismo é o seu negócio...
Patrick Monteiro e Ana Clara Marx
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Coquitel Molotov (IN)Dependente
Pagamos cada níquel de carbono no oxigênio
No capitalismo, tudo é gás radioativo
O menor dos males necessários
De solvente inflamável?
PATRICK MONTEIRO
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As distâncias que separam o mundo
Mede os pedaços da fera com réguas
Pétalas de porcelana rasa,
E como pequenos cacos de vidro
Afunda em tormenta
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AÇÕES AFIRMATIVAS

Um monólito de insucessos em seus sonhos
Já no epitáfio de seu nascimento,
Você deve escrever:
“FODA-SE”
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oPoema Líquido
De manter caro o silêncio
De se submeter ao emprego
Como se a areia da ampulheta Como se a taça de vinho branco
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Ecce homo
Símbolo e falo de todo poder
Eis o homem...
Filho, Marido e Senhor,
Eis o homem...
Deus, rei e dominador
Eis o homem...
Pleno de si e sua “obra”
Eis o homem...
Em sua natureza morta
Eis o homem...
Independente (mente, encolhe)
Eis o homem...
E seu pequeno pinto mole!
Patrick Monteiro
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Fast-food(e) Prêt-à-porter
Vamos Mutley
Para vermos outra face?
Migalha, migalha, migalha...
É um pouco mais do nada
A ânsia do mendigo é o anseio da modelo
Patrick Monteiro
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O Algoz
Um romântico feroz, com a alcunha atroz do cárcere do amor
Patrick Monteiro
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Sobre o Ódio e a Tolerância
Elas trazem em suas faces,
Marcas sem consolo
Nem mesmo a dor ainda sentiram
E comigo querem dividir uma angústia?
Sem me perguntar o quê estou disposto a suportar?
Santifiquem seus temores
Orando pela salvação da alma,
Pois não conhecem a agonia
Finjo compreender suas aflições
No íntimo, sinto um prazer promíscuo...
Também uso máscaras.
Se não vendi minha alma
Por um trocado que valha um tostão
Agora,
Fumarei um cigarro para saciar minha sede
De leitura e da literatura...
Pó-ética das emoções.
Fodam-se as boas intenções,
Está tudo em promoção, vejo suas ofertas do desprezo,
E sei bem o motivo, entre a solidão e vocês...
Prefiro a refinada presença de um livro.
Patrick Monteiro
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“Violência artística”
E Rimbaud?
Patrick Monteiro
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